The sun is filling up the room, and I can hear you dreaming.
(Christina Perri)
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Silêncio. Foi a única coisa que eu conseguia falar naquele momento. Nossos olhares se entrelaçaram e por vez ou outra, eu me pegava olhando para você sem perceber. Estávamos sem saber o que fazer, sem ação, e nem reação. Apenas nos observávamos, como dois e simples desconhecidos. Como não olhar para você e sentir vontade de ter-te perto? Quase impossível, ou não quase. Foi inevitável nos falarmos, trocamos apenas dois “ois” de pessoas que ainda se atraem, mais tenhem medo de sofrer mais uma vez. Olhei fixamente em seus olhos, eles me diziam que você, assim como eu também, estava precisando de um abraço, e um “eu ainda preciso de você”. Não sei se isso teria que vir da minha boca, mais ainda assim, falei. Falei meio sem jeito, do meu mal-jeito, interpretado por você não sei se de boa forma. O silêncio reinou mais uma vez. Sua voz parecia desaparecer cada vez mais que eu exclamava alguma coisa, algo em mim dizia, que a sua reação não seria uma das melhores,e eu estava certa. Você me observou, por um tempo até aceitável. Fiquei envergonhada, minhas bochechas até chegaram a ficar rosadas, mas me controlei e permaneci intacta, com o meu olhar sarcástico. Segurou as minhas mãos, e logo após alguns minutos, soltou. Era como se você estivesse dito: “Eu te segurei por um bom tempo, agora não dá mais” Você me parecia um pássaro com asas cortadas, querendo e ao mesmo tempo não querendo, fugir daquela situação. Apenas fez o de costume, saiu, virou-me as costas, sem nem responder o meu“eu ainda te preciso”. Talvez você não sinta o mesmo, ou talvez sinta e não queira que eu saiba, não sei. Não é de seu gênero, deixar as pessoas com dúvidas em relação ao seus sentimentos, mais foi isso que aconteceu entre nós, ou melhor, entre eu e você. Sei que eu não poderia precisar de você com tanta intensidade, mais preciso. Desculpe-me por isso, não consegui ainda controlhar o meu instinto amoroso. Só espero, do fundo do meu coração, que sejas feliz. E que jamais deixe confusa, outra garota, como me deixou. E continuarei repetindo, e palpitando sempre nos teus gostos.Eu jamais deixarei de te amar, mesmo que por ventura você já tenha me esquecido. Levanto-me agora, de um pesadelo, ou de uma realidade cruel que só eu que não queria enchergar. Entendendo-me ou não, retribuindo-me ou não, eu falo novamente, sussurrando para o meu ego : “Moço, infelizmente, eu ainda te preciso”. (s-cribbles)

Silêncio. Foi a única coisa que eu conseguia falar naquele momento. Nossos olhares se entrelaçaram e por vez ou outra, eu me pegava olhando para você sem perceber. Estávamos sem saber o que fazer, sem ação, e nem reação. Apenas nos observávamos, como dois e simples desconhecidos. Como não olhar para você e sentir vontade de ter-te perto? Quase impossível, ou não quase. Foi inevitável nos falarmos, trocamos apenas dois “ois” de pessoas que ainda se atraem, mais tenhem medo de sofrer mais uma vez. Olhei fixamente em seus olhos, eles me diziam que você, assim como eu também, estava precisando de um abraço, e um “eu ainda preciso de você”. Não sei se isso teria que vir da minha boca, mais ainda assim, falei. Falei meio sem jeito, do meu mal-jeito, interpretado por você não sei se de boa forma. O silêncio reinou mais uma vez. Sua voz parecia desaparecer cada vez mais que eu exclamava alguma coisa, algo em mim dizia, que a sua reação não seria uma das melhores,e eu estava certa. Você me observou, por um tempo até aceitável. Fiquei envergonhada, minhas bochechas até chegaram a ficar rosadas, mas me controlei e permaneci intacta, com o meu olhar sarcástico. Segurou as minhas mãos, e logo após alguns minutos, soltou. Era como se você estivesse dito: “Eu te segurei por um bom tempo, agora não dá mais” Você me parecia um pássaro com asas cortadas, querendo e ao mesmo tempo não querendo, fugir daquela situação. Apenas fez o de costume, saiu, virou-me as costas, sem nem responder o meu“eu ainda te preciso”. Talvez você não sinta o mesmo, ou talvez sinta e não queira que eu saiba, não sei. Não é de seu gênero, deixar as pessoas com dúvidas em relação ao seus sentimentos, mais foi isso que aconteceu entre nós, ou melhor, entre eu e você. Sei que eu não poderia precisar de você com tanta intensidade, mais preciso. Desculpe-me por isso, não consegui ainda controlhar o meu instinto amoroso. Só espero, do fundo do meu coração, que sejas feliz. E que jamais deixe confusa, outra garota, como me deixou. E continuarei repetindo, e palpitando sempre nos teus gostos.Eu jamais deixarei de te amar, mesmo que por ventura você já tenha me esquecido. Levanto-me agora, de um pesadelo, ou de uma realidade cruel que só eu que não queria enchergar. Entendendo-me ou não, retribuindo-me ou não, eu falo novamente, sussurrando para o meu ego : “Moço, infelizmente, eu ainda te preciso”. (s-cribbles)



O sol já se ponha ao longo das belas árvores da praça, mas em seu coração, a luz ainda perdurava. Raios coloridos e fluorescentes faziam em seu mais profundo interior uma verdadeira festa. Seu corpo ia aos poucos recuperando cada fibra, cada membro, cada órgão relutava contente com a transformação que operava. Tanto que nem mesmo o repouso do maior dos astros foi capaz de abalar as estruturas da pequena, agora estáveis, depois de longos dias em um casulo, que parecia ser tão duro e rude. As lágrimas se secaram, e só o que restou delas foi o brilho nos olhos, que dava a seu rosto vida própria, como se as pupilas fossem saltar a qualquer momento, cheias de glória e orgulho. Menina levada e paciente, audaciosa, mas sabida. Tanto fez que soube esperar a fuga da chuva, para então depois apreciar a grama molhada e os pássaros voltando de viagem. A espera valeu  à pena. Cada segundo, cronometrado rigidamente, fora aguardado muito bem. Ela sabia o que a esperaria. Mas nem com todas as sombras dos postes, todas as palavras urticantes e muito menos com os pitacos de estranhos, nada a fazia desistir. Porque sua força interna era muito maior do que qualquer coisa no mundo. Sua alma regozijava de prazer, pois a transformação foi completa. Não apenas por fora. Já era possível fazer longas caminhadas, coisa que antes estava deveras complicado. O vento não a fazia voar, mas mexia com seu cabelo numa combinação perfeita de bagunça com felicidade. Tantos dias de cama a fizeram levantar com um vigor jamais visto. Todas as luzes de seu quarto, até então apagadas, foram acesas em um impasse, iluminando até mesmo a calçada. Nada destruiria tanta alegria. Repito: nada. E a partir do momento em que a mocinha abriu os olhos para o mundo, feito para ela, tudo começou a tomar interpretações diferentes. Nuvens agora eram grandes algodões doces, Livros eram na verdade embarcações, recordações, devaneios. E se engana profundamente quem pensa que ela se tornara louca. Não. Sua lucidez extrapolava o entendimento de qualquer um. Sua objetividade suscitava nos outros o desejo. De estar perto dela, de conhecê-la, de desvendá-la, e de enchê-la de perguntas. Não havia nela impaciência. Todas as questões eram respondidas com fervor. E quando a indagaram sobre o porquê de seu regresso, ela respondeu, com um sorriso de canto de boca: “porque a vida foi feita para ser desfrutada”. Seguia firme sempre, sem um percurso linear, mas na maior parte das vezes, com sonhos em plano de fundo. Independente de estar sobre um salto alto e maquiagem forte ou de estar em um tênis velho e uma camisa longa, com cabelo bagunçado e desalinhado em coque. A felicidade era mesma. O brilho era o mesmo. Porque se tem uma coisa que a pequena aprendeu, é que não basta se enfeitar para o mundo. Ao contrário: cada um é quem deve fazer de seu universo o melhor. E se o redor está belo, o interior também está. M-elodrama

O sol já se ponha ao longo das belas árvores da praça, mas em seu coração, a luz ainda perdurava. Raios coloridos e fluorescentes faziam em seu mais profundo interior uma verdadeira festa. Seu corpo ia aos poucos recuperando cada fibra, cada membro, cada órgão relutava contente com a transformação que operava. Tanto que nem mesmo o repouso do maior dos astros foi capaz de abalar as estruturas da pequena, agora estáveis, depois de longos dias em um casulo, que parecia ser tão duro e rude. As lágrimas se secaram, e só o que restou delas foi o brilho nos olhos, que dava a seu rosto vida própria, como se as pupilas fossem saltar a qualquer momento, cheias de glória e orgulho. Menina levada e paciente, audaciosa, mas sabida. Tanto fez que soube esperar a fuga da chuva, para então depois apreciar a grama molhada e os pássaros voltando de viagem. A espera valeu  à pena. Cada segundo, cronometrado rigidamente, fora aguardado muito bem. Ela sabia o que a esperaria. Mas nem com todas as sombras dos postes, todas as palavras urticantes e muito menos com os pitacos de estranhos, nada a fazia desistir. Porque sua força interna era muito maior do que qualquer coisa no mundo. Sua alma regozijava de prazer, pois a transformação foi completa. Não apenas por fora. Já era possível fazer longas caminhadas, coisa que antes estava deveras complicado. O vento não a fazia voar, mas mexia com seu cabelo numa combinação perfeita de bagunça com felicidade. Tantos dias de cama a fizeram levantar com um vigor jamais visto. Todas as luzes de seu quarto, até então apagadas, foram acesas em um impasse, iluminando até mesmo a calçada. Nada destruiria tanta alegria. Repito: nada. E a partir do momento em que a mocinha abriu os olhos para o mundo, feito para ela, tudo começou a tomar interpretações diferentes. Nuvens agora eram grandes algodões doces, Livros eram na verdade embarcações, recordações, devaneios. E se engana profundamente quem pensa que ela se tornara louca. Não. Sua lucidez extrapolava o entendimento de qualquer um. Sua objetividade suscitava nos outros o desejo. De estar perto dela, de conhecê-la, de desvendá-la, e de enchê-la de perguntas. Não havia nela impaciência. Todas as questões eram respondidas com fervor. E quando a indagaram sobre o porquê de seu regresso, ela respondeu, com um sorriso de canto de boca: “porque a vida foi feita para ser desfrutada”. Seguia firme sempre, sem um percurso linear, mas na maior parte das vezes, com sonhos em plano de fundo. Independente de estar sobre um salto alto e maquiagem forte ou de estar em um tênis velho e uma camisa longa, com cabelo bagunçado e desalinhado em coque. A felicidade era mesma. O brilho era o mesmo. Porque se tem uma coisa que a pequena aprendeu, é que não basta se enfeitar para o mundo. Ao contrário: cada um é quem deve fazer de seu universo o melhor. E se o redor está belo, o interior também está. M-elodrama